é aquela época do ano novamente.
o ar é mais rarefeito, o sol queima com mais intesidade.
até as folhas acham um jeito de me alertar para o que está acontecendo em minha volta mais uma vez.
o meu mundo vai diminuindo, diminuindo até que desaparece momentaneamente.
e nesse meio tempo, a escuridão volta.
aquela que eu tento fugir sempre que posso [mas nesta época se torna quase impossível].
ela me prende e me sufoca, retirando o já pouco ar de dentro dos meus pulmões.
o sol então enegrece, começa a queimar mais, com uma luz insuportável [eis o motivo pelo qual evito todo e qualquer contato com o exterior].
os remédios que geralmente me ajudam, ou pelo menos me dão a ilusão de que nada de ruim vai acontecer, começaram a perder o efeito ano passado, mas eu não conto isso a ninguém.
lâminas afiadas e piscinas profundas começam a sorrir para mim e me desejar bom dia todas as manhãs.
são tão aconchegantes, tão amigáveis nesse período tão difícil.
às vezes eu respondo [ser gentil sempre foi um defeito meu].
e então, após dias de tormento, de tornados e terremotos imaginários, as nuvens se vão, os raios se silenciam, o chão começa a se fechar novamente.
aí eu lembro:
é hora de ir para a escola.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
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