sábado, 19 de julho de 2008

nada

a vida é superestimada
a morte também.

são duas personagens completamente dispensáveis na nossa so called journey.
claro que elas aparecem as vezes como interlocutoras secundárias
e podem até mudar certos eventos predestinados
se é que existe esse absurdo de predestinação.

nada existe.
será que ninguém percebeu isso ainda?
tudo é uma mentira
tudo é desnecessário, tudo não existe
um dia tudo o que acontece/aconteceu/irá acontecer vai ter sido em vão.
tudo é em vão
porque a gente não se situa no passado e muito menos no futuro.
nós nos situamos no presente.
e o presente onde se encontra?
no agora?
mas o agora não existe.
o agora é passado
o agora já se foi.


dizem que a humanidade é o que há de mais maravilhoso e miraculoso.
e nós sabemos o que mais já aconteceu? ou que o que irá acontecer?
não conseguimos nem ao menos definir nossas origens, for god's sake.
começamos do nada e vamos acabar no nada.

uma nação inútil.
mas não se sinta mal, fomos destinados à inutilidade mesmo.

agora inverta.

nonsense

's trapped inside
took too much in now he can get anything out.
wishes he was someone's last sound heard when its eyes were closing
but he won't
's just nothing
at all
's always trapped on the other side of this shattered glass in some far away dimension
his ever present past
his disease
his fucking fate
's fated to pretend
'cause reality is just not an option
closed he's closed
I hope it's never too late.



"the thought of death it scares me to death
there's just too much to never wake up to"
lie

'm just visiting.

iamtheoneworthleaving
i know why











lifedeath
deathlife
just words
just games
like drowning
drowning is a game
and i press play

quinta-feira, 10 de julho de 2008

winter/summer

é aquela época do ano novamente.
o ar é mais rarefeito, o sol queima com mais intesidade.
até as folhas acham um jeito de me alertar para o que está acontecendo em minha volta mais uma vez.
o meu mundo vai diminuindo, diminuindo até que desaparece momentaneamente.
e nesse meio tempo, a escuridão volta.
aquela que eu tento fugir sempre que posso [mas nesta época se torna quase impossível].
ela me prende e me sufoca, retirando o já pouco ar de dentro dos meus pulmões.
o sol então enegrece, começa a queimar mais, com uma luz insuportável [eis o motivo pelo qual evito todo e qualquer contato com o exterior].
os remédios que geralmente me ajudam, ou pelo menos me dão a ilusão de que nada de ruim vai acontecer, começaram a perder o efeito ano passado, mas eu não conto isso a ninguém.
lâminas afiadas e piscinas profundas começam a sorrir para mim e me desejar bom dia todas as manhãs.
são tão aconchegantes, tão amigáveis nesse período tão difícil.
às vezes eu respondo [ser gentil sempre foi um defeito meu].
e então, após dias de tormento, de tornados e terremotos imaginários, as nuvens se vão, os raios se silenciam, o chão começa a se fechar novamente.
aí eu lembro:
é hora de ir para a escola.
isso está virando sentimentalismo demais,
um bode expiatório gigantesco e quase fora de controle.

não mais.
palavras são infinitas e emoções não.
não combina não presta.


mudando.