quero frio, quero tristeza, sofrimento, dor.
quero fracasso, quero ódio, inveja, escuridão.
quero abandono, raiva, medo, insegurança.
quero culpa, quero fome, injustiça, trevas.
quero mentira, quero vergonha, sujeira, contaminação.
quero doença, desastre e morte.
quero tudo isso pra mim.
mas só pra mim.
quero que não sobre nada pra ninguém.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
lírios brancos e poesia.
e eu agora me chamo trevas.porque tudo que era luz, agora derrama escuridão.
tudo que sorria, agora se quebra em prantos.
e a existência que um dia fora girassóis e balas de menta,
agora são lírios brancos; lírios brancos e poesia.
quando o amor primordial acaba, a vida não continua.
morre naquele mesmo instante.
e a existência,
essa se torna maldita por toda eternidade.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
escorreescorreescorre
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e a felicidade virou água.
e agora ela escorre lentamente misturada com o sangue que escapa daqueles olhos presos.
procurando a liberdade condicional.
procurando uma próxima vítima.
porque a felicidade é uma assasina de série.
daquelas que disfarçam muito bem ser tudo o que você precisa e daí aparecem com um machado ou uma chave de fenda afiada na porta do banheiro enquanto você se olha no espelho distraído.
e seu método mais eficaz inclui um coração, dois pares de lábios e algumas palavras que são trocadas rapidamente em algum colchão úmido e mal-lavado.
o mais irritante nesse vai-e-vem de corpos, almas e corações é que ela sempre sai ilesa.
sempre saiu, sempre sairá.
pois do mesmo modo que a felicidade é uma daquelas vadias inevitáveis de salto agulha que ninguém quer encontrar naquela festa, sempre haverá um ser humano cegado pela vontade infinita de achar algo a mais durante seu tempo útil, achando que a felicidade existe de fato.
e agora ela escorre lentamente misturada com o sangue que escapa daqueles olhos presos.
procurando a liberdade condicional.
procurando uma próxima vítima.
porque a felicidade é uma assasina de série.
daquelas que disfarçam muito bem ser tudo o que você precisa e daí aparecem com um machado ou uma chave de fenda afiada na porta do banheiro enquanto você se olha no espelho distraído.
e seu método mais eficaz inclui um coração, dois pares de lábios e algumas palavras que são trocadas rapidamente em algum colchão úmido e mal-lavado.
o mais irritante nesse vai-e-vem de corpos, almas e corações é que ela sempre sai ilesa.
sempre saiu, sempre sairá.
pois do mesmo modo que a felicidade é uma daquelas vadias inevitáveis de salto agulha que ninguém quer encontrar naquela festa, sempre haverá um ser humano cegado pela vontade infinita de achar algo a mais durante seu tempo útil, achando que a felicidade existe de fato.
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