segunda-feira, 30 de novembro de 2009

gramaticalmente incorreto.

As notas eram heréticas. Os acordes celestialmente estripados naquele instrumento incomum.
O som se movia desastrosamente por entre os móveis, e muitas vezes pedia desculpa por derrubar alguns ao chão.
Era tudo muito lindo, era tudo muito perfeito.
O êxtase de tanta maestria era relatado pelas lágrimas involuntárias e sempre fáceis.
E então o sonho acabou, e o Sol se infiltrou em suas córneas novamente. Pois era assim que o dia era percebido, uma vez que o mundo era mudo, e se recusava a qualquer custo a dividir tamanha beleza a não ser através de sonhos noturnos de um irreal imaginável.

Sou uma flexão verbal perdida em meio a tanto predicativo, e perdendo as esperanças com relação ao grande objeto indireto e ao substantivo abstrato que me cercam.
Me sinto errado.
E enquanto aquele corpo se movia em direção à saída, da festa, da boate, do bar, da minha vida, eu via saindo com ele todos os sentimentos que haviam sido criados nos últimos mêses. O estupro mútuo de almas e o depravamento de bocas tão rústicas, delicadas, frivolentas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Overdrive [Pt. 1].

"I have to brak down all the corners of the world. Don't heap your praise on me, I know I don't deserve it.
And I miss you, and I need you... I do."

Tinha cabelos castanhos, olhos claros e um sorriso maquiavélico. assim como Maquiavel, também acreditava que os fins justificavam os meios. E era preso em si mesmo. Media palavras, calculava ações. Sabia manipular. Nessa selva de pedras, logo aprendera que era necessário sabe manipular. E ele sabia. Sabia bem. Manipulava a si mesmo às vezes. Isso, aprendeu com o tempo. Do mesmo jeito que aprendeu que amizade, amor, essa baboseira toda, não serve para nada. A não ser que fossem manipulados. Aí, poderiam significar o mundo. Não que ele quisesse o mundo, mas era o mundo que o queria. E disso, ele não poderia escapar. Tentou. Uma, duas, três vezes; remédios, remédios mais álcool, drogas. Finalmente, ao perceber que não poderia escapar, que estava definitivamente preso nesse plano existencial, resolveu tomar controle. Possuir completamente, unicamente. Aprendeu a amar e a querer o mundo. Mas isso não era preciso. O mundo já era dele.
[...]

sábado, 5 de setembro de 2009

Nãomais.

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."
CFA THEMASTER

terça-feira, 14 de julho de 2009

mudei, mudarei...estou mudando.

É extremamente estranho para mim quando as coisas começam a dar certo.
Muito mais estranho, é pensar que elas vêm dando certo há 6 meses.
Fico preocupado ao pensar aonde foram todos aqueles sentimentos fronteiriços e aquela alma retalhada. Claro, que vezemquando ainda sinto gosto de psicose e bipolaridade, mas não com a intensidade de 175 dias atrás.
Estranho também pensar que durante a próxima semana meu futuro profissional e pessoal será decidido. É quase que um alívio a esperança de uma cheia. Uma imundação de cores, sabores, pensamentos, letras, números, possibilidades.

Fazia tempo que não escrevia... acho que estava inconscientemente esperando tudo passar. Tudo passa não é? Até amor...
quemontedebesteira.