sábado, 21 de junho de 2008

à solidão.

eu, srta. Prym, sra. Berta, Jeliza-Rose, Dickens, Michael Alig e James st. James.
e claro, o demônio.
minhas únicas companhias hoje.
às vezes eu sinto que fui feito para a solidão, e ela pra mim.
pode até dar certo, se continuarmos com dias como esse...

ela me conhece como ninguém.
ela me sufoca, me agoniza, me despreza, me exausta.
mas no final é sempre eu e ela...
maldita seja a predestinação, maldito seja o destino.
e para o inferno com todos os amantes, todos os laços ainda amarrados no berço, todo o romantismo platônico que chega ao fim, pois ao final de tudo, é sempre eu e ela.
é pra ela que eu corro, mesmo sabendo que suga a vida de mim lentamente;
é pra ela que eu desabafo, mesmo sabendo que usará tudo contra mim em punhaladas futuras;
é pra ela que eu me entrego, mesmo sabendo que não passa de uma amante, mesmo sabendo que é e sempre será minha para sempre, apesar da minha luta por outra.. ah a outra, que gosto apaixonante, que gosto ilusório e satisfatório a felicidade possui.
podia dedicar-lhe um soneto, outra.
podia manipular-lhe um haikai.
mas não, não alimento falsas esperanças.
porque sempre vou voltar para aquela que me pertence,
sempre vou render-me às complexidades de sua essência.
portanto saiba que sempre me terá, mesmo que não seja fiel às vezes, serei sempre seu, eternamente, impeterivelmente, aprisionadamente.


(um breve lapso na casualidade deste blog, resultado de capitu, e de viscos)