sábado, 19 de julho de 2008

nada

a vida é superestimada
a morte também.

são duas personagens completamente dispensáveis na nossa so called journey.
claro que elas aparecem as vezes como interlocutoras secundárias
e podem até mudar certos eventos predestinados
se é que existe esse absurdo de predestinação.

nada existe.
será que ninguém percebeu isso ainda?
tudo é uma mentira
tudo é desnecessário, tudo não existe
um dia tudo o que acontece/aconteceu/irá acontecer vai ter sido em vão.
tudo é em vão
porque a gente não se situa no passado e muito menos no futuro.
nós nos situamos no presente.
e o presente onde se encontra?
no agora?
mas o agora não existe.
o agora é passado
o agora já se foi.


dizem que a humanidade é o que há de mais maravilhoso e miraculoso.
e nós sabemos o que mais já aconteceu? ou que o que irá acontecer?
não conseguimos nem ao menos definir nossas origens, for god's sake.
começamos do nada e vamos acabar no nada.

uma nação inútil.
mas não se sinta mal, fomos destinados à inutilidade mesmo.

agora inverta.

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